Blog do Terceirão: Yasmim Frufrek

Yasmin

Vestibular. Provas. Pressão. Você precisa se decidir! Você vai ficar um tempo parado? Que desperdício, vejo tanto potencial em você...

Essas são algumas das frases que comumente escutamos quando estamos no processo de finalização do último ano do ensino médio. O que ninguém nos pergunta é se estamos bem emocionalmente, o que anda acontecendo nas nossas vidas, se estamos felizes ou não. Somos números, estatísticas.

Uma prova estilo de vestibular, onde testam mais sua resistência física e mental onde se passam horas e horas em frente a questões de múltipla escolha. Uma prova com o objetivo já pré-determinado de eliminação. Não deveríamos ser medidos por tal instrumento visando apenas o raciocínio lógico, nós somos humanos. Com sentimentos, medos e alegrias. Cada um com a sua individualidade e um universo inteiro dentro de si mesmo para ser descoberto, com oportunidades e desejos distintos.

Quando um professor ou responsável projeta desejos ideais de uma suposta vida bem sucedida em cima de nossos ombros, ao menos para mim, o efeito não é de incentivo e, sim, o contrário. Os seres humanos que estão convivendo dentro de uma sala de aula, partilhando seu tempo de vida, muitas vezes acabando desenvolvendo problemas como a ansiedade, por não conseguir o resultado esperado naquela prova de exatas, mas vivem com uma poesia gritante dentro de si, ou sabem desenhar, ou talvez a música os encante de uma forma que não consigam explicar.

A diversidade não é explorada, o enquadramento de mentes está no currículo. Viver refém de um sistema que nos consome e aprisiona. Robôs, que dizem sim ou não sem realmente criticar as coisas ao seu redor. Em uma sociedade em que a arte não é valorizada, onde o simples ato de sonhar ou amar é revolucionário.  Acredito que agora, mais do que nunca, é o momento de respeitarmos cada um. Oferecendo apoio, sem julgamentos, ou então só mesmo respeito.


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